O que dizer a respeito de Lúcio ?
Um cara tão divertido, mas tão reservado, tão rude, mas tão carinhoso ?
Esse ser que ao mesmo tempo que almeja o bem a todos que lhe cercam, não hesita em ajudar no mal ...
E não porque ele deseja o mal, mas sim porque da mesma forma que a bondade nos ensina muitas coisas
a maldade pode nos ensinar em dobro...
E Lúcio sabia bem disso, talvez por experiência própria ou talvez porque era um bom observador .
O fato é que ninguém o entendia, achava isso um tipo de monstruosidade, afinal, quem aceitaria e apoiaria suicídios alheios ?
Quem demonstraria indiferença em mortes de pessoas próximas, em ataques terroristas, em serial killers supostamente perturbados, etc ?
Lúcio apenas tinha em mente que a maldade era um equilíbrio bastante necessário, e que, quanto mais ele pudesse contribuir para esse equilibro continuar existindo, mais caos ele causaria .
Ele acabou perdendo amigos legais e ganhando inimigos ilegais, perdendo amores saudáveis e ganhando doenças e mais doenças ... Mas ele via o lado bom nisso, para ele, estava apenas fazendo sua parte. Mantendo o equilíbrio entre a escória humana e a humanidade humanitária .
O fato é que ele era bom em dar conselhos, ruins e bons. Aconselhava a recomeçar, a persistir, a continuar acreditando. Tanto quanto aconselhava a desistir, a ir embora, a brincar de roleta russa encima da ponte.
E assim como esse texto, Lúcio era confuso, distorcido, e amargurado. Porém, com pitadas de coerência e bondade. Não sei por onde ele anda, tão pouco quero saber, talvez esteja dentro de mim, dentro de você caro leitor... Talvez exista essa personalidade fria e alegre em cada um de nós, ou talvez ela seja apenas um distúrbio pra poucos .
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